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sábado, 2 de abril de 2011

25 de Abril

Nome: Emília Matos

Idade: 37 anos em Abril de 1974

“Nesse dia, 25 de Abril, todos recuperaram a nossa liberdade. Ouvia muita gente a rir-se muito tranquila. Foi então que me apercebi que nós tínhamos de novo a nossa liberdade. Mas não acreditei, porque Salazar já nos tinha pregado muitas partidas. Eu reclamava com toda a gente a dizer-lhes que elas estavam a cair novamente numa das mais partidas de Salazar.”

Diana Oliveira, nº 6, 7º D

25 de Abril

Nome: José Gonçalves

Idade: 14 de anos em Abril de 1974

Como viveu o 25 de Abril de1974?

R: Não havia liberdade como há agora, não havia alimentação como há agora…

Como eram as aulas no tempo 25 de Abril de 1974?

R: : A primária era normal era das 08:30 ás 13.30,depois íamos trabalhar até à noite. Os deveres fazíamos à noite com luz da vela. No segundo ciclo as aulas eram através da televisão, ao fim de fazer o 6º ano íamos trabalhar sol a sol. Também era uma vida muito feliz, alegre, divertida e calma. E íamos a pé para a escola.

Como soube que era o 25 de Abril de 1974?

R: Ouvi na rádio pela comunicação social que avisaram que era o 25 de Abril.

O que ouvia na estação de rádio?

R: Ouvia músicas e explicaram o que se estava a passar naquele dia.

Mara Gonçalves, nº 15, 7º D

25 de Abril

Nome: Francisco De Freitas

Idade: 44 anos em Abril de 1974

“No dia 24 de Abril de 1974 cheguei a casa vindo do trabalho que prestava na feira de Pevidém e tomei a minha refeição da noite. Deitei-me, passei a noite e no dia 25 de Abril de 1974 levantei-me como de costume, tomei o pequeno-almoço e segui para o trabalho. Quando cheguei ao local de trabalho já estava com outro regime, porém não havia notícias naquela zona. Como era um meio fabril, o povo passava para os trabalhos das fábricas e dizia:

- O que é que se passa?

- Não sei - respondia - estou como vocês. De momento vou ter à beira da escola primária.

Vi uma senhora professora a chorar e eu perguntei-lhe:

- Porque chora? Dói-lhe alguma coisa?

E ela respondeu-me:

-Então você não tem conhecimento foi uma revolução que houve esta noite, o governo já está preso, mas não há noticias da rádio está tudo bloqueado.

Fui ter ao edifício dos correios, ainda estava fechado e eu toquei à campainha da porta e saiu-me a funcionária a afirmar que ouviu uma notícia da rádio a dizer à policia para não se meter na desordem senão haveria um derramamento de sangue.

Por volta do meio-dia já era tudo sabido e por volta das 16 horas da tarde houve uma comunicação pela rádio e televisão do senhor General Spínola que o governo estava derrubado e foi instituída uma junta de salvação Nacional e que ele assumia a Presidência provisória dessa mesma junta. Houve altifalantes pelas estradas a anunciar a festa do derrubamento da Ditadura.

Houve a alegria do povo na cidade de Guimarães foi uma grande festa, no mesmo ano foi logo festejado o 1º de Maio, feriado Nacional. Cantou-se no palco do jardim público de Guimarães a Grândola Vila Morena e cantou-se a canção da Gaivota.”

Maria Catarina 7D

25 de Abril

Nome: Glória Fernandes

Idade: 14 em Abril de 1974

" Na noite do dia 24 de Abril para o 25 a programação da RTP passava uma orquestra e na rádio só passava música clássica. Só no dia 25 de manhã é que o meu pai me avisou para não ir à escola.

No dia 26, quando cheguei à escola, foi uma alegria porque os muros estavam escritos e diziam: " Viva a liberdade " e nós, que estávamos proibidas de estar no recreio com os rapazes, entramos com eles para a escola.

As turmas não eram mistas. Numas só tinha rapazes e em outras raparigas. Só no ano seguinte é que as turmas ficaram mistas. Para mim o 25 de Abril foi isso. "

Catarina nº 2 7º D